19/08/2009
Americana divulgou na internet que a jovem buscava sexo casual. Se condenada, ela pode pegar quatro anos de prisão e multa de US$ 5 mil.
Elizabeth A. Thrasher pode pegar quatro anos de prisão.
Uma norte-americana de Missouri responderá na Justiça pela acusação de ciberbullying, depois de divulgar na web informações pessoais de uma adolescente. Elizabeth A. Thrasher, de 40 anos, publicou dados da jovem de 17 anos na seção “encontros casuais”, do site de classificados Craigslist, depois de as duas terem uma discussão via internet.
O ciberbullying é um conjunto de práticas agressivas, intencionais e repetitivas que são adotadas por uma ou mais pessoas contra outras, utilizando-se para isso de meios eletrônicos, como internet e telefones celulares.
De acordo com o advogado de acusação, a mensagem de Elizabeth sugeria que a jovem buscava sexo sem compromisso. A mulher divulgou a foto da jovem, além de seu endereço de e-mail e número de telefone celular. A vítima é filha da atual namorada do ex-marido de Elizabeth.
O tenente Craig McGuire, do condado de St. Charles, afirmou nesta terça-feira (18) que a jovem recebeu fotos e foi contatada por homens desconhecidos. Por isso, ela (que não teve o nome revelado) procurou a polícia. Se condenada por perturbar a vítima, a mulher pode pegar até quatro anos de prisão, além de multa de US$ 5 mil.
Lei
Elizabeth será a primeira pessoa a responder pelo crime de ciberbullying depois de uma lei criada em Missouri por conta do suicídio de Megan Meier, de 13 anos, vítima de humilhações no universo virtual.

Casa onde Elizabeth A. Thrasher mora, em St. Peters, Missouri. Ela pagou US$ 10 mil para aguardar julgamento em liberdade e está proibida de usar a internet.
A mulher foi detida e liberada até julgamento após pagar US$ 10 mil, mas está proibida de acessar a internet em sua casa. Mike Kielty, seu advogado, classificou a nova lei como “redigida de maneira pobre” e afirmou que sua cliente estava só brincando quando divulgou as informações na web.
Tina Meier, a mãe da garota que se matou após ser vítima de ciberbullying, afirmou que a lei do estado de Missouri deve ser usada de maneira completa nesse caso. “Não foi uma brincadeira. Muitas pessoas tiram suas vidas e muitas famílias se machucam por causa de práticas como essa”, afirmou, segundo a agência de notícias Associated Press.
fonte: G1