04/08/2009
Eric Schmidt começou a fazer parte do grupo em agosto de 2006. Anúncio indica que empresas competem agora de forma mais direta.
Diretor-executivo do Google, Eric Schmidt, deixará de participar da diretoria da Apple. (Foto: AP)
O diretor-executivo do Google, Eric Schmidt, deixará de participar da diretoria da Apple, da qual fazia parte desde agosto de 2006. Segundo o jornal “New York Times”, o anúncio desta segunda-feira (3) indica que os dois antigos aliados do mercado de tecnologia estão começando a competir de forma mais direta.
Em comunicado da Apple divulgado nesta segunda, o diretor-executivo Steve Jobs afirmou: “Eric foi um excelente membro da diretoria da Apple, investindo seu valioso tempo, talento, paixão e sabedoria para contribuir com o sucesso da empresa. Infelizmente, conforme o Google entra cada vez mais no mercado da Apple, com o Android e agora com o sistema operacional Chrome, a participação de Eric teria de diminuir”.
Segundo Jobs, o líder do Google teria de participar de menos encontros, por conta de conflito de interesses. “Sendo assim, decidimos conjuntamente que agora é a hora certa de Eric deixar seu cargo na diretoria da Apple”, continuou o diretor-executivo da fabricante de eletrônicos.
No início de julho, o Google anunciou o desenvolvimento de um sistema operacional para computadores pessoais. O Google Chrome OS (operating system) será voltado inicialmente para netbooks, computadores portáteis menores, mais baratos e com menos recursos que os laptops. Máquinas equipadas com o Google Chrome OS devem estar no mercado em meados do ano que vem.
Sob investigação
A Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC, na sigla em inglês) afirmou nesta segunda-feira que continuará a investigar a relação entre os conselhos e diretorias do Google e da Apple.
O diretor da FTC Richard Feinstein elogiou as duas empresas por reconhecerem que manter executivos em comum gera problemas de concorrência, em se tratando da renúncia de Eric Schmidt, presidente-executivo do Google, do conselho da Apple.
"Continuaremos investigando o restante das diretorias interligadas entre as companhias", disse Feinstein.
fonte: G1