22/07/2009
Recesso parlamentar deve adiar decisão para setembro. Consumidor teme monitoramento de atividades na internet.

Uma lei apoiada pelo presidente francês Nicolas Sarkozy que visa enfrentar a pirataria na internet sofreu mais um retrocesso nesta terça-feira (21), após parlamentares terem adiado a votação da proposta para setembro.
A corte máxima constitucional da França já amenizou o texto original aprovado pelo parlamento em junho, e que implica na criação de um órgão com a autoridade para cortar o acesso à Internet de quem julgue culpado de baixar músicas ilegalmente.
Agora, parlamentares do partido de oposição socialista, e os comunistas, assim como representantes do próprio partido governista UMP, decidiram que a votação da proposta não irá mais acontecer nesta sexta-feira (24).
Com o recesso parlamentar marcado para começar já na semana que vem, a aprovação da lei será provavelmente adiada até setembro.
Consequências
A indústria musical, que pressiona o governo e as operadoras de Internet a reforçar o policiamento de downloads ilegais de obras registradas com direitos autorais, tem apoiado o projeto de lei.
Mas grupos de consumidores temem o monitoramento intrusivo de atividades na internet e advertem que usuários inocentes podem ser punidos injustamente caso hackers usem suas contas para baixar arquivos.
O tribunal constitucional julgou que qualquer novo órgão poderia apenas emitir advertências, e que a suspensão do acesso à Internet deve ser decidido por um juiz.
O partido dos Socialistas se distanciou de muitos de seus aliados tradicionais no mundo da arte ao se opor à lei, que afirma "não trazer um centavo a mais ao artista".
"Acabamos de marcar um ponto. Dúvidas que existiam em relação à primeira lei continuam relevantes a essa nova lei", disse o líder do partido dos Socialistas na Câmara Jean-Marc Ayrault, após os parlamentares votarem pelo adiamento.
fonte: G1