15/07/2009
Capa que é vendida separadamente pode quebrar a tela do aparelho. Cliente diz que funcionário do site admitiu falha, mas sugeriu nova compra.

A Amazon está sendo processada por um usuário de seu leitor de livros digitais Kindle, sob a alegação de que a capa do aparelho, vendida separadamente, pode quebrar a tela e tornar o dispositivo inoperante.
O processo, aberto nesta terça-feira (14) no tribunal federal norte-americano do distrito oeste de Washington, o estado em que a Amazon.com está sediada, alega que as capas criadas e vendidas pela empresa para proteger o aparelho muitas vezes terminam causando rachaduras na tela do aparelho devido à pressão da dobradiça.
O processo quer ser qualificado como ação coletiva, uma solicitação que precisa ser aprovada por um juiz.
A Amazon não quis comentar o assunto de imediato.
O autor da ação, Matthew Geise, morador de Seattle, quer assumir a condição de representante de todos os usuários do Kindle 2 - a segunda versão do Kindle, que foi originalmente lançado em 2007 - e do Kindle DX - uma versão maior, projetada para permitir melhor leitura de jornais - que tenham instalado em seus aparelhos uma capa desenvolvida pela Amazon.
A ação cita diversas reclamações de consumidores postadas na internet, dando conta de que a dobradiça da capa pressiona e danifica a tela do aparelho.
De acordo com a queixa, o Kindle que Geise adquiriu para sua mulher no Dia dos Namorados deste ano - comemorado em 14 de fevereiro nos EUA - começou a rachar três meses depois da compra.
"Geise entendia que a capa para o Kindle que comprou em companhia do aparelho era compatível com o Kindle e não o danificaria como resultado de uso normal. A Amazon.com jamais revelou ao queixoso que o uso da capa do Kindle poderia resultar em dano no aparelho", de acordo com a ação.
Geise alega que um representante do serviço de assistência a clientes da Amazon.com reconheceu que rachaduras como essas eram "um problema comum", mas informou que não estavam cobertas pela garantia. O usuário foi aconselhado a pagar US$ 200 (cerca de R$ 400) por um novo Kindle, segundo a queixa.
"Devido à dimensão relativamente modesta das perdas típicas e aos recursos modestos da maioria dos consumidores, é improvável que eles possam procurar isoladamente que a Amazon.com os indenize. Uma ação coletiva é, portanto, o único meio viável, racional e econômico para que eles recuperem junto à Amazon.com os prejuízos que ela causou", conforme a queixa.
fonte: G1