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Nobel de Física premia cientista 'pai' da comunicação via fibra óptica

06/10/2009

Charles Kao divide prêmio com Willard Boyle e George Smith. Invenções do fim da década de 1960 viabilizaram a internet.

Kao receberá metade do Prêmio Nobel (cerca de R$ 1,2 milhão) por pesquisa pioneira na área de fibras ópticas

Kao receberá metade do Prêmio Nobel (cerca de R$ 1,2 milhão) por pesquisa pioneira na área de fibras ópticas

A Real Academia Sueca de Ciências anunciou nesta terça-feira (6) em Estocolmo, Suécia, que o Prêmio Nobel de Física foi concedido a Charles Kuen Kao por suas pesquisas sobre transmissão da luz através de fibras para fins de comunicação óptica. Ele receberá metade do prêmio de 10 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 2,5 milhões). Nascido em Xangai em 1933, Kao foi educado em Hong Kong. Graduou-se em Engenharia Elétrica em 1957 na Universidade de Londres, mesma instituição em que concluiu seu doutorado. Ele era diretor de engenharia da Standard Telecommunication Laboratories, em Harlow, Reino Unido. Aposentou-se em 1996.

A outra metade será dividida por Willard Sterling Boyle, nascido no Canadá em 1924, e George Elwood Smith, nascido nos EUA em 1930, pela invenção em 1969 de um circuito semicondutor para imagens, chamado sensor CCD (de Charged-Coupled Device). O sensor viabilizou uma vasta gama de novas tecnologias, desde as câmeras fotográficas digitais portáteis até a captura de imagens do espaço que abriram um novo campo de pesquisa em astrofísica. Novas aplicações surgiram também na medicina, com as microcirurgias. Boyle e Smith trabalhavam nos Laboratórios Bell. O primeiro se aposentou em 1979; o segundo, em 1986.

Com George Hockham, Kao foi o primeiro a mostrar a viabilidade do envio de luz através de fragmentos de vidro de alguns mícrons de diâmetro. Em junho de 1966, a dupla publicou o estudo "Dielectric-fiber surface waveguides for optical frequencies", que se tornou referência no campo da comunicação óptica.

O comitê do Nobel chamou os três cientistas de “mestres da luz”, porque seus trabalhos permitiram “a criação de numerosas inovações práticas para a vida cotidina e contribuiram com novas ferramentas para a exploração científica”. O comitê afirma ainda que as descobertas de Kao “abriram caminho à tecnologia de fibra óptica que se usa hoje em quase todas as comunicações telefônicas e de transmissão de dados”.

Se alinhados, os cabos de fibra óptica instalados hoje dariam 25 mil voltas pela Terra.

fonte: G1

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