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CIO é peça chave na web 2.0, diz Tapscott

10/08/2009

O CIO é uma peça fundamental às empresas e instituições na era da web 2.0, diz Dan Tapscott.

Para Don, empresas não devem banir redes sociais para funcionários

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Autor de 11 livros, como o título Wikinomics, o canadense Tapscott esteve no Brasil para uma palestra no CIO Meeting 2009, que reúne os líderes de TI das principais empresas do país.  O evento, organizado pela INFO, está sendo realizado em Porto de Galinhas e termina amanhã (9/8).

Segundo Tapscott, as empresas e instituições precisam adequar-se para a era da nova internet e ninguém melhor que o CIO para conduzir essa mudança. “O CIO é uma peça fundamental, pois conhece tecnologia e o negócio com profundidade”, diz. Na web 2.0, a internet não é mais um lugar de apresentações, mas de interações, explica Tapscott. “A internet é um gigante computador global. Se você coloca uma tag emu ma foto no Flickr ou Facebook, está programando. É um mundo mais esperto, em que todas as coisas têm um endereço IP.”

A geração nascida entre 1977 e 1997, que está ingressando no mercado de trabalho, chamada de geração Y ou Millenium, é composta por “nativos digitais” e, por isso, tem um pensamento bastante diferente, explica Tapscott. “Eles têm uma capacidade multitarefa maior e não ficam recebendo informações passivamente. Eles usam o computador, enquanto assistem à TV, ouvem música, desenvolvem estratégias para games e colaboram entre si”, diz.

Na era industrial, a colaboração tinha um custo alto, mas com a internet,a colaboração é massiva, observa Tapscott. “Quanto custaria para produzir uma enciclopédia como a Wikipedia, em 19 línguas, sem a colaboração dos internautas?”, indaga.

 

Para atrair os consumidores da era web 2.0, Tapscott dá a dica: envolva-o. Ele cita como exemplo uma campanha publicitária do salgadinho Doritos, em que a empresa convidou o público a produzir o próprio comercial. "Para a geração Net, trabalho e diversão são sinônimos", diz.

Para gerenciar os novos talentos da geração Net, Tapscott recomenda que as empresas esqueçam o processo tradicional de RH de recrutar, treinar, supervisionar e reter. O especialista sugere que as companhias construam sistemas de colaboração, como blogs, wikis, fóruns, ferramentas sociais. “A Best Buy, por exemplo, encoraja seus funcionários e clientes a se organizarem entre si”, diz. Outro exemplo citado por Tapscott foi a Procter and Gamble, que busca pessoas para produzirem para a empresa fora dela. “O talento não precisa estar mais dentro das fronteiras corporativas”, diz.

Banir as redes sociais nas empresas e instituições é um erro, na opinião de Tapscott. “É preciso criar uma nova cultura, que abra espaço para a auto-organização e a colaboração. Pela primeira vez podemos aprender com os jovens, vamos aproveitar”, diz.

fonte: Abril

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